Fga. Renata Ribeiro Marinho

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Profª. Drª. Renata Ribeiro Marinho
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::: Motricidade Oral: Trabalha da Musculatura oral e perioral associada as funções de mastigação, respiração, fonação, dicção e deglutição.
Trabalhando apenas a fisiologia das funções estomatognáticas é possível eliminar pressionamentos orais e extraorais atípicos, diminuindo assim o índice de recidiva.
 
::: Fono Estética: Pela melhora da aparência do paciente. Trabalhando para eliminar e suavizar rugas.
Por meio de massagens os procedimentos sobre desmanchar e suavizar rugas já existentes.
A Fonoaudiologia estética trabalha alongando as fibras evitando aparecimento de novas rugas. O processo terapêutico é baseado a partir da avaliação miofuncional e equilíbrio das funções estomatognáticas.
 
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Tese de Mestrado
 
 ::: FONOAUDIOLOGIA & ORTODONTIA: INTERFERÊNCIA DO ESPAÇO NASOFARINGEANO NO MODO RESPIRATÓRIO.
 
Autora: Fga. Renata Ribeiro Marinho
ORIENTADORA: Fga. Profa. Dra. Leslie Piccolotto Ferreira
EXAMINADORAS: Profa. Dra. Irene Queiroz Marchezan (fonoaudióloga)
Profa. Dra. Lucia Teramoto (Ortodontista)
 
Breve Resumo

Objetivo: A dissertação teve o intuito de analisar, por meio de pesquisa retrospectiva, qual a relação da fisiologia respiratória e do espaço nasofaringeano possível para que este não interfira na fisiologia da respiração nasal.

Metodologia: foi realizado um levantamento de prontuários fonoaudiológicos e ortodônticos de sujeitos atendidos em Manaus e São Paulo, de gêneros e idades diversas, considerando o modo respiratório e a imagem de telerradiografia em norma lateral da cabeça. Foram coletados 150 prontuários, sendo 100 de Manaus e 50 de São Paulo. Após a seleção da amostra, foi medido o espaço nasofaringeano de cada telerradiografia analisada.

Modo de análise do espaço nasofaringeano:

O papel de acetato, que por sua transparência não interfere na visualização, foi fixado na telerradiografia em norma lateral da cabeça com dois pedaços pequenos de durex; em seguida, a telerradiografia foi colocada sobre o negatoscópio, e a luz do ambiente foi apagada para melhor visualização da radiografia. Com a lapiseira 0,5 mm foi realizado um contorno na parede posterior da faringe e, em seguida, outro contorno na parte posterior do palato mole; então, com a régua de 10 cm foi medido o menor espaço entre os contornos, ou seja, o menor espaço entre a tonsila faringeana e o palato mole (Figura 1 a 6).

 
Figura 1_ Foi fixado com durex uma folha de acetato sobre a telerradiografia
Figura 2_ A telerradiografia foi analisada sobre o negatoscópio
Figura 3_ Traçado um contorno na parte posterior da tonsila faríngea
Figura 4_ Outro traçado foi realizado no contorno do palato mole
Figura 5_ Entre os traçados foi medido com uma régua de 10 cm o menor espaço nasofaringeano
 
Rápida revisão de bibliografia:

A medida do espaço nasofaringeano pode ser usada como indicadora de uma possível obstrução na passagem de ar, em sujeitos com a distância de 5 mm ou menos. McNamara (1954)

Apenas quando é observado por meio de telerradiografia em norma lateral da cabeça, espaço aéreo menor que 4 mm é que deve ser considerado como obstrutivo ao fluxo de ar. Subtelny (1954)

Prática Clínica:

É possível observar sujeitos que apresentam o espaço nasofaringeano livre igual ou até maior que 4mm ou 5mm (valor citado na literatura internacional), mas ainda apresentam alteração no modo respiratório.

Resultados: o espaço nasofaringeano influencia diretamente no modo respiratório; sendo assim, quanto maior o espaço nasofaringeano, maior a porcentagem de prontuários de sujeitos com o modo respiratório nasal, e quanto menor o espaço nasofaringeano, maior a porcentagem de prontuários de sujeitos com o modo respiratório oronasal. Foi possível observar que na presença de medida do espaço nasofaringeano menor que 10,0 milímetros não foram registrados prontuários com o modo respiratório nasal. Não houve diferença significante quando o modo respiratório ou a média da medida do espaço nasofaringeano foram relacionados ao gênero (masculino e feminino) e local (Manaus e São Paulo). Foram registradas relações, direta e inversa, entre a faixa etária e o modo respiratório, ou seja, quanto maior a faixa etária, maior o número de prontuários com o modo respiratório nasal, e entre a média da medida do espaço nasofaringeano e a idade analisada em meses - quanto maior a idade em meses, maior a medida do espaço nasofaringeano. Tanto em Manaus como em São Paulo não foram encontrados prontuários de sujeitos com o espaço nasofaringeano até 9 milímetros que apresentasse o modo respiratório nasal. Apenas após o espaço nasofaringeano de 10 milímetros é que foi encontrado prontuário de sujeitos com o modo respiratório nasal.

 

 
 

Conclusões: na presença desses resultados, pode-se concluir que há interferência do espaço nasofaringeano no modo respiratório, considerando que a medida do espaço nasofaringeano preconizada pela literatura internacional 5mm não corresponde àquela encontrada nesta pesquisa, pois apenas após 10,0 milímetros de espaço nasofaringeano que foram registrados prontuários com o modo respiratório nasal. Acredita-se que 4 ou 5 cm (valor citado na literatura internacional) de espaço nasofaringeano, seria uma medida muito pequena para possibilitar que o sujeito respire livremente pelo modo respiratório nasal. É necessário um espaço menor que 10 milímetros para ser considerado uma possível obstrução nasofaringeana para a população brasileira. Acredita-se ainda que novos estudos se fazem necessários com o intuito de se padronizar, para a população e o clima brasileiros, a média da medida do espaço nasofaringeano mais adequada, qual seja, a que não interfira no modo respiratório nasal.

 


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